Essa aceleração dos processos vai ajudar a diminuir crimes que o Estado já tem conseguido desde o início da pandemia, como aponta o governador Paulo Câmara. “Vai avançar nas investigações, na elucidação dos casos e nas respostas mais rápidas. Isso é fruto de tudo que a gente acredita. Estamos em um momento de retomada e ao mesmo tempo deixar que a violência volte a crescer. Eu vejo os números de CVLI e estamos em ano satisfatório”, explicou o Governador.
“Ter uma política de segurança pública cada vez mais antenada e atenta às tecnologias possíveis é fundamental e necessário para dar mais agilidade aos boletins de ocorrência, disponibilizando outras informações que são utilizadas no processo. Agora será tudo eletrônico. Vamos ganhar tempo, tanto na questão da ocorrência em si, mas também ajudar nas investigações, na autoria e no desenrolar dos fatos, para que a elucidação de qualquer caso seja feita dentro de prazos razoáveis no âmbito da segurança pública de Pernambuco”, complementou.
“Isso vai dar uma velocidade, uma condição melhor de trabalho. E vamos aproveitar as formações que estão ocorrendo dos policiais que vão ingressar, alguns já no final deste ano e no início do próximo, já vão conhecer o método pronto. Isso vai favorecer a curva de aprendizado para o futuro. Eu quero dizer que essa é uma demanda antiga, necessária e fundamental”, complementou o governador.
Na prática, o que era quase todo feito no papel vai ser digitalizado, acelerando de 40 a 50 minutos nas ocorrências. O BIDs vai trazer georreferenciamento para preenchimento de informações básicas de endereço; a inserção de imagens de objetos apreendidos, como armas e entorpecentes; e a possibilidade de ditar informações, transformadas automaticamente em texto. Tudo isso num sistema codificado e usado apenas pela equipe de segurança do Estado. Os policiais também poderão utilizar o sistema on e offline.
“O sucesso do projeto piloto é que permitiu esse lançamento em escala geral para todo o Estado.
O investimento de implementação foi de R$ 1,7 milhões, além dos custos de manutenção que devem chegar a R$ 958 mil anuais. “Agora, o policial terá mais um instrumento de trabalho, o celular, que é tão importante quanto qualquer outro armamento para fazer o trabalho ostensivo. Isso vai ser feito em aparelhos funcionais, com acesso à internet, já disponibilizados em suas respectivas unidades operacionais”, afirmou o gerente de Tecnologia da Informação da SDS, coronel Policarpo de Freitas.
