Agricultor de Iguaracy morre vítima de leshmaniose visceral.

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Geneci Alves, 54 anos, morador do Sítio
Queimadas, município de Iguaracy, morreu esta manhã depois de dias
internado na UTI do Hospital Osvaldo Cruz em Recife, acometido de
leshmaniose visceral.

É a segunda vítima de que se tem notícia
no Pajeú. Em 31 de maio, a morte de Rafael de Deus Soares, 28 anos,
levantou o debate sobre as políticas de controle de cães de rua nas
cidades do Pajeú. Ele na mesma unidade em que Geneci está internado.

Rafael era dono de um lava jato na
cidade, casado e tinha um filho. Desde fevereiro, começou a apresentar
os primeiros sintomas, mas a doença foi diagnosticada no Hospital Maria
Rafael de Siqueira depois de alguns dias sem um diagnóstico, pelo fato
de que a doença não é fácil de ser notificada.

Familiares de Geneci entraram em contato
com a Rádio Pajeú fazendo um apelo para combate aos chamados cães de
rua, principais responsáveis pela contaminação do vetor, o mosquito
palha.

Veterinários e médicos acreditam que há
subnotificação em toda a região, pois os sintomas se confundem com os de
outras doenças. Ou seja, o número real de casos pode ser bem maior.Loja_Cyte_Mania

Entenda a doença: a
Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada
por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso,
fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem
casos de Leishmaniose Visceral, ao apresentarem esses sintomas, devem
procurar o serviço de saúde mais próximo e o quanto antes, pois o
diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento da doença, que
pode ser fatal se não for tratada.

Leishmaniose Visceral é uma zoonose de
evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode
levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de
fêmeas do inseto vetor infectado. No Brasil, a principal espécie
responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis. Raposas (Lycalopex vetulus e Cerdocyon thous) e marsupiais (Didelphis albiventris) têm sido apontados como reservatórios silvestres. No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.

Nos animais, os sintomas são crescimento
das unhas, magreza extrema, perca de pelo e feridas no corpo. O caso
alertou os setores de vigilância em saúde e Epidemiológica. Em cidades
como Afogados, há registros de aumento no número de animais de rua. Por
outro lado, um debate com grupos de defesa dos animais que muitas vezes
criticam o sacrifício de cães doentes.
CNC 
Do blog de Nill JR.

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