denunciou ao blog e à Rádio Pajeú que a Defensoria Pública de Afogados
da Ingazeira não preza pelo horário de atendimento. Ele foi ao local na
Rua Padre Luiz de Góes e viu seu atendimento marcado para um mês depois.
Ontem deixou o trabalho e foi ao local no
horário marcado, às oito da manhã. “Até às onze horas eu estava lá e
disseram que a pessoa que iria me atender estava em audiência. Como é
que marca para alguém ser atendido às oito da manhã, passo três horas,
perco o dia de trabalho e até agora ninguém chegou?
respeito?”

No caso específico certamente um contato
de quem cuida do agendamento alertando com antecedência da alteração de
agenda ou impossibilidade pouparia o Internauta Repórter da dor de
cabeça que teve. Mas o problema é maior, aparentemente, pelo que o blog
apurou: apenas um defensor atuando de forma efetiva, permanente, e
outros poucos em rodízio.
A realidade é de que são 278 defensores
hoje em Pernambuco e a prioridade é de fato para audiências, que
consomem tempo a depender da complexidade. Em Pernambuco, já foram mais
de 400 defensores. “Cada defensor trabalha por quatro”, disse um
consultor ouvido pelo blog. Além do excesso de trabalho dos defensores
ao final a conta é paga pelo povo que tem direito à assistência jurídica
gratuita.



