Semana decisiva com pesquisas e debate em Pernambuco.

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Da Coluna do Domingão de Nill JR.

A disputa entre João Campos e Raquel Lyra chega à reta final com pesquisas apresentando fotografias diferentes, mas todas revelando uma coisa em comum: não há espaço para acomodação, margem de erro ou passo em falso.

Essa semana,  novas pesquisas Quaest e Datafolha trarão a imagem da disputa na reta final.

No Datafolha divulgado em 11 de setembro, Raquel apareceu com 47% contra 42% de João Campos. Na Quaest, divulgada três dias antes, Raquel tinha 43% e João, 37%.

Na mesma linha, o Múltipla apresentou Raquel com 44% e João Campos com 39%.

Todos os institutos trouxeram um fato em comum: a tênue redução da vantagem de Raquel Lyra,  dentro da margem de erro. No Datafolha foi de 7% para 5%. Na Quaest,  de 8% para 6%. E na Múltipla,  de 6% para 5%. Só a próxima rodada dos dois institutos nacionais essa semana vão apontar se essa movimentação está dentro da margem de erro ou se é uma curva de redução da vantagem da governadora, o que geraria uma hecatombe para as duas semanas restantes até a eleição. Em resumo, estabilidade ou aumento da vantagem serão celebrados por Raquel. Redução real da vantagem dará gás à campanha de João.

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Das cartas na manga até a eleição, João Campos tem a associação com o presidente Lula e a perspectiva real de sua vinda a Pernambuco na próxima sexta. Aliados de Campos confiam que, por baixo, essa vinda agregará pelo menos mais um ponto percentual imediato pra João.  Já os raquelistas apontam zero possibilidade de que haja movimentação dos números dado o discurso de Raquel atestando sua proximidade com Luiz Inácio.

Outra questão é o número de indecisos. Pra onde penderem, decidem a eleição. As pesquisas aferem intenção,  que pode mudar até a hora de teclar os números. Na pesquisa espontânea da Quaest, por exemplo, 40% não sabem ou não respondem em quem votar. No Datafolha, 19% não definiram o voto.

Esse eleitor que ainda não cristalizou completamente sua escolha será o principal objeto de desejo das campanhas nas próximas semanas.

Não basta olhar para a liderança numérica das pesquisa. É preciso observar rejeição, conhecimento, espontânea, avaliação de governo, transferência de votos, comportamento regional e, sobretudo, a capacidade de cada candidato de crescer entre os eleitores que ainda estão fora da disputa. Quem arrisca um prognóstico?

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