Teixeira registra mais de 200 mortes de cães e gatos com suspeita de envenenamento em cerca de três meses.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, mortes começaram em maio; investigação corre sob sigilo e ainda não há suspeitos identificados.

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O município de Teixeira, no Sertão da Paraíba, já contabiliza mais de 200 mortes de cães e gatos com suspeita de envenenamento desde o início de maio deste ano. Os casos vêm sendo denunciados por protetores de animais e estão sob investigação da Polícia Civil da Paraíba.

No fim de junho, o número de animais mortos ultrapassava a marca de 100. Em pouco mais de um mês, esse total dobrou, aumentando a preocupação entre moradores e entidades de proteção animal.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Francisco Carlos, os indícios apontam para casos de envenenamento. Exames periciais já foram realizados, e os resultados estão sendo analisados pela Polícia Civil.

“As mortes começaram do início de maio para cá. De lá para cá, mais de 200 animais, comprovadamente, com suspeita de envenenamento. Inclusive já tem um laudo que está em sigilo e está com a polícia”, afirmou o secretário.

Procurada, a Polícia Civil informou que o inquérito tramita sob sigilo e, por esse motivo, não divulgará detalhes sobre a investigação neste momento. Até o momento, não há informações sobre suspeitos identificados ou presos.

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Caso de cachorra comoveu moradores Entre os episódios que mais repercutiram na cidade está a morte da cachorra Safira, que vivia havia sete anos com a técnica de enfermagem Verônica Honório.

Segundo a tutora, o animal saiu de casa por poucos minutos, durante uma noite de domingo, para fazer as necessidades. Ao retornar, começou a apresentar intensa salivação e rapidamente passou mal.

“Ela já entrou babando. Foi questão de 10 minutos. Ela babando muito e balançando a cabeça. Depois caiu na cozinha. Eu pedi socorro ao vizinho”, relatou.

Safira recebeu os primeiros socorros com a ajuda de moradores e integrantes de um projeto de proteção animal e foi levada a uma clínica veterinária, mas não resistiu.

Verônica acredita que a cadela tenha sido envenenada e afirmou que acompanhava com preocupação as notícias sobre a morte de outros animais na cidade, imaginando que os casos atingissem apenas animais em situação de rua.

“Foi veneno. Não sei se ela comeu ou se ela apenas cheirou. Agora que foi veneno, foi”, declarou.

Protetores cobram respostas

A integrante do Projeto Vira-Lata Vira Amor, Yasmim Nunes, afirmou que o número de mortes aumentou significativamente nos últimos meses e cobrou uma resposta das autoridades.

“A gente lida com algo muito grande, muito grave, muito injusto. A gente não tem respostas concretas. É isso que a gente pede. A gente precisa fazer justiça, a gente precisa colocar essa pessoa na cadeia”, disse.

Segundo ela, a principal suspeita dos protetores é de que os animais estejam sendo envenenados após ingerirem alimentos contaminados deixados em diferentes pontos da cidade.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que aguarda a conclusão das análises periciais para dar continuidade ao inquérito e esclarecer a autoria e as circunstâncias das mortes.

Informações do g1 PB

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