MPPE acompanha atos infracionais e investiga inércia policial em Afogados da Ingazeira.

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira, instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a apuração de atos infracionais e fiscalizar o cumprimento de requisições direcionadas à Polícia Civil. A portaria de instauração foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco nesta quinta-feira (02). O objetivo da medida é sanar a inércia injustificada da autoridade policial e garantir o andamento da persecução socioeducativa.

O caso teve origem no desmembramento de um procedimento anterior, motivado pela necessidade de divisão estratégica para conferir resolutividade à tutela infantojuvenil e ao controle externo da atividade policial.

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Bullying, difamação e agressão física em via pública

O procedimento decorre de fatos que envolvem a reiterada prática de bullying e difamação contra uma adolescente de 14 anos. A situação culminou em uma severa agressão física sofrida em via pública no dia 2 de setembro de 2025.

O episódio de violência foi perpetrado por outra menor de idade e acabou registrado no Boletim de Ocorrência nº 25E0257002301 sob a tipificação de Lesão Corporal Dolosa.

Descumprimento de requisições pelo órgão policial

O ponto central da portaria assinada pelo Promotor de Justiça Vandeci Sousa Leite aponta para o descumprimento de ordens ministeriais pela unidade policial responsável:

  • Primeira requisição: O Ministério Público expediu o Ofício nº 02252.000.277/2025-0003, recebido em 12 de dezembro de 2025;
  • Segunda requisição: O pedido foi reiterado por meio do Ofício nº 02252.000.277/2025-0005, enviado em 9 de janeiro de 2026;
  • Terceira requisição: Uma nova cobrança foi formalizada pelo Ofício nº 02252.000.277/2025-0008, datado de 4 de fevereiro de 2026.

A Secretaria Ministerial certificou formalmente, em 17 de abril de 2026, a inércia da autoridade policial. Conforme o texto oficial, o descumprimento reiterado das requisições do Ministério Público “obstaculiza a regular persecução socioeducativa e viola as prerrogativas institucionais” da função constitucional de controle externo.

As informações são do Blog Causos & Causas

Determinações e prazos para cumprimento

Diante do cenário apresentado, o órgão ministerial determinou a adoção de providências imediatas em caráter de urgência para a instrução do feito:

O Ministério Público fixou o prazo inicial de um ano para a conclusão total deste Procedimento Administrativo.

Dados do procedimento:

  • Número: Procedimento Administrativo nº 02248.000.007/2026 (Origem: Notícia de Fato)
  • Órgão: 2ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira/PE
  • Data de assinatura: 17 de junho de 2026 (Publicado no DJe-MPPE de 02/07/2026)

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