Prefeito Delson Lustosa fala sobre cachês altos em festas. “É hora de definirmos limites claros”.

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Ontem, quarta-feira (25) prefeitos consorciados ao Cimpajeú, que reúne municípios do Pajeú e do Moxotó, realizaram a primeira assembleia sob a presidência de Luciano Torres (Ingazeira). Entre os temas mais discutidos, ganhou destaque a polêmica sobre cachês de bandas, considerada uma pressão crescente sobre os caixas municipais, além de pautas como meio ambiente e acolhimento institucional para crianças e adolescentes.

O prefeito Delson Lustosa (Santa Terezinha) ao falar com Marcelo Patriota, ressaltou a necessidade de coordenação entre os municípios: “Precisamos organizar nossas festas de forma equilibrada, sem comprometer áreas essenciais como saúde, educação e assistência social. É hora de definirmos limites claros”.

Em seguida, Zé Pretinho (Quixaba) criticou os valores abusivos cobrados por artistas: “Um artista faz uma festa por 100 mil reais, depois o empresário já aumenta para 200 mil. Se cada município agir sozinho, isso não funciona. Precisamos definir um teto comum para que o dinheiro público seja bem utilizado”.

O prefeito Gilson Bento (Brejinho) reforçou a preocupação com o impacto financeiro: “Os artistas cada vez cobram mais, e muitos municípios ficam sem saber como pagar sem prejudicar outros serviços essenciais. É uma discussão que não pode ser adiada”.

Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira) abordou tanto a questão ambiental quanto a financeira das festividades: “Precisamos cuidar do nosso rio Pajeú e conter o desmatamento que cresce a cada ano. Mas também não podemos deixar o município endividado com festas e cachês exorbitantes. Os artistas estão cobrando valores cada vez maiores, e é essencial que definamos limites claros. Só com planejamento, responsabilidade e união territorial conseguiremos soluções reais para os dois problemas”.

 

A prefeita Márcia Conrado (Serra Talhada) trouxe a perspectiva econômica das festas, mas reforçou a preocupação com os valores dos cachês: “Quando atraímos uma banda de nível nacional, movimentamos a economia local, lojas, salões de beleza, serviços diversos. Mas os valores estão duplicando ou triplicando a cada ano, e se torna impossível contratar com recursos próprios. Buscar parcerias e nivelamento desses valores tem sido discutido não só em Pernambuco, mas também no Ceará e outros estados do Nordeste. Tenho certeza que teremos algum respaldo melhor”.

O presidente do Cimpajeú, Luciano Torres (Ingazeira), concluiu reforçando que as prioridades dos municípios devem ser saúde, educação e assistência social, e não grandes festividades: “Uma festa dura três dias, mas a dívida fica por muito mais tempo. Sou a favor de quem pode fazer festa, mas com recurso próprio é complicado. Precisamos ter cautela e planejamento, sempre com foco no desenvolvimento territorial e na união dos municípios”.

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